Vou deixar de lamechices. E deixei. Hoje quero falar de ti, que me lês. Queres ir a uma esplanada, beber um café, e trocar dois dedos de conversa? Gostava de saber o que escreves, o que pensas, o que te vai na real gana. Nao posso ser só eu a explicar todas as minhas confusões e atritos. Diz me algo.
Que piada tem falar tudo isto aqui se ninguém me responde?
Bolas.

Desabafos da Meia-Noite

Obrigado. A tua atitude foi, sinceramente, tudo aquilo que eu menos esperava. Muito nobre da tua parte, todos os sorrisos, palavras e promessas foram contigo. Não estou triste nem chateada, talvez nem esperava outra coisa. E imperfeitamente saí das páginas deste livro como a bruxa má que simplesmente esteve uma ou outra noite na tua excelente companhia. 
Furiosa? Não. Delicadamente continuo a minha estória de vida onde não passas de um grande figurante com um dos melhores papeis. 



Eu quero percorrer todos esses caminhos estranhos, e a cada passo absorver todo o desconhecido. Respirar fundo cada dia a partir deste momento. Novas etapas foram feitas para quem quer viver. Sem destino. 




Amor, compreende-me. 
Quero olhar-te fixamente e sentir-me mais segura que usar um simples cinto de segurança. Tornar-te na minha vitamina A, o meu antioxidante para me manteres-me saudável, mas sobretudo, viva. E quero isto e muito mais. Não entendo muito de anatomia, mas posso tentar explicar que és como uma artéria, seja ela a aorta ou outra qualquer. Apenas és uma, entre tantas, que a todo o instante bomba qualquer magia para o meu pequeno coração.  
Amor, fica comigo. 
Por vezes, acho que estamos a perder o nosso tempo. Quero mais. Mais que sentar ao teu lado, que dormir ao teu lado. Não perguntes o que, porque não sei. Quero mais de ti, mais de nós. Porque o que é nosso nunca é demais para mim. E escrevo isto como uma louca apaixonada. 
Amor, desculpa-me.
Não sou esse tipo de mulher piegas, não me vejo a entrar de branco na tua direcção. Sou apenas aquela que escreve sobre ti. 
E no meio desta confusão, não há nada melhor que ser tua. E perder-te seria qualquer coisa como uma doença, que interrompesse o fluxo normal do meu sangue.
Amor, amo-te.
Talvez. É isto. Talvez eu não esteja a procura de uma saída, mas sim de uma maneira de fugir de ti. Tudo começou sem sequer eu dar por isso. Olhas-te para mim, e de uma maneira ou de outra, eu já estava na tua mão. O mundo ajudou a que isto, ao qual eu não sei o que chamar, se torna-se o meu sonho. E eu estava feliz. Mas, existe sempre o mas. Eu não estou preparada. Eu não estava a espera que fosse deste jeito. Pedi a mim mesma que não fosse criar expectativas, muito menos deixar que o meu mundo fosse cair a teus pés. E assim foi. 
Aquilo que eu queria, eras tu. Alguém que me agarrasse e me dissesse que não me iria largar. Receber os bons dias, e as boas noites. Desabafar todos os meu medos e pensamentos. Chegar ao fim do dia e saber que te tinha, para contar todos os obstáculos e todas as vitórias. Queria passar bons momentos, e saber que para além de ti ainda me tinha a mim.

Eu não estava a espera disto. Ou talvez até estava. 



Constante é o momento em que só tu me fazes sentir diferente. Existe uma melodia que parte e viaja até aonde não imaginava estar. Como se me prendesses na tua mente, à deriva sem direcção. Tudo transpira a ti, e eu cai nesta viagem com a maior inocência possível. 

As memórias complementam aquilo que fizeste durante este nosso percurso. Deixa que eu te leve. Não para longe, apenas para outra realidade. Não para sentir o teu corpo, mas para ouvir o que o teu coração tem para me contar. 
Não sei o que será. Se serão as rectas que seguem com o teu olhar ou talvez os traços do teu rosto. As linhas esbatidas que traçam o teu ser. Não sei se será sensato, mas há uma certa razão nesta minha loucura...
Já faz mais de um mês vóvó. Só fechei os meus olhos por uns segundos e tu fugis-te. Foste embora sem dizer "adeus" e sem ouvir o meu "fica". Confesso que todas as noites, quando deito a cabeça na almofada, me dá uma saudade irracional tua. Dá vontade de correr para os teus braços e sentir de novo o teu coração. A saudade bateu á porta, entrou, puxou uma cadeira, sentou e permaneceu. 
Tenho uma pergunta: porque somos predestinados a perder as pessoas que amamos? 
Hoje deverias estar aqui ao meu lado, a rir e a chatear-me a cabeça para largar o computador e dar-te atenção. Hoje quero-te dar toda a atenção do mundo, agarrar-te, falar de tudo o que se tem passado e como tu fazes falta nesta casa, nesta família. 
Espero que estejas num sitíu muito melhor, que consigas descansar em paz e olhar por nós. Um dia iremos poder novamente reviver momentos, não irá faltar muito, o tempo passa rápido demais e a gente nem dá por isso.  
Vejo a tua imagem em cada estrela que ilumina a noite, em cada canto desta casa. Viveras eternamente, no meu coração e em todos os outros que tu entras-te e marcas-te com esse teu jeitinho. 
 Perdi-te, e digo: sei a onde te perdi – e não tenho coragem de voltar pra buscar, porque sei que não vais voltar. Eu perdi muito tempo a acreditar que te tinha perdido. Eu perdi as palavras. Não dá pra falar de como está a custar te ter perdido. Eu perdi o sono. Eu perdi a razão, perdi a vergonha, perdi o meu isqueiro, perdi a minha coragem. 


Eu não sou fácil de conviver. É a primeira coisa que me veio em mente nos primeiros encontros. Devia tê-lo avisado. Acho que não estava a procura de adrenalina e ele mal sabia a montanha russa em que se meteu. Não tenho a habilidade de calar, sou tipo aquela boneca com defeito que no inicio as pessoas procuram o botão onde desliga, procura a pilha, e quando nada dá certo dá vontade de deitar no lixo. A verdade é que tenho a boca maior que qualquer outra parte do meu corpo, exceto o meu coração. Falo falo falo, o que devo e até o que não devo falar. Sou chata, mas não levo desconfiança pra casa. Se fosse avisá-lo de todos os meus defeitos, diria também que amo demais… demais mesmo, daquele jeito que pede todas as atenções, pede todos os carinhos, desejos e pensamentos. Mau humor matinal? isso pra mim é lenda, meu mau humor não tem hora, aprenda a conviver com ele e com milhares de outras coisas que com o tempo descobriras. Sou perceptiva, persuasiva e perfeccionista. Mimada, ciumenta, implicante e irritante… muito irritante. Faço jogo á tua cabeça e ao teu coração… esqueci de mencionar que sou espaçosa e possessiva? é. Se eu disser que sim, é sim. Se eu disser que não, presta atenção, pode ser um sim.. Mas mesmo com um milhão de avisos, disse apenas “Prazer em conhecer-te”. Deixando-o achar que também seria um prazer conhecer-me. 

Ela é igual a todas as outras raparigas ,só que mais complicada , até para falar o que vi , para falar a verdade isso é o que mais acho engraçado nela. Ela insiste em colocar a sua felicidade nos outros , sempre reclama quando está só , mas vive reclamando como as pessoas são idiotas. Ela também vive queixando-se pelo que faz , mas se lhe perguntares se ela faria tudo de novo a resposta dela seria ”sim” .Ela é estranha mas diz ela que ela é normal, estranho é o mundo. Ela é chata , mas quem a conhece direitinho sabe o quanto ela é especial , ela tem o sorriso meio idiota , mas insiste em esconde-lo , ela é bonitinha , pra falar a verdade ela adora os seus olhos, ela diz que eles nunca mentem. Mas ela insiste em dizer que não gosta do que vê no espelho , talvez seja pra fazer charminho .. quem entende esta rapariga?! Ela também me contou que fez porcaria ao beber , achei que por causa disso não voltaria a beber , mas ai esta ela querendo mais um copo de vodka. Ela me contou que treme quando agarra num cigarro porque sabe o quanto é errado, mas ai esta ela com o seu maço. Ela diz que é meio bipolar , mas pra falar a verdade acho que ta mais pra tripolar , por que nunca vi uma rapariga se achar bonita e feia , triste e feliz ao mesmo tempo , chorar e sorrir , pedir pra morrer mas agradecer por mas um dia de vida … esses defeitos dela , o seu jeito , torna ela única , é apenas uma rapariga atrás de sua identidade , de novas experiências , novos sorrisos , novos amores . Apenas uma rapariga incompleta que se quer completar . 
 Será que ainda vai demorar muito? Espero que não. Quero que com essa dose de tempo eu veja seu sorriso e não me sinta mais tão mexida, que eu escute a tua voz e não me sinta mais tão arrepiada, que eu pare de te ver, sentir e ouvir em todos os lugares. Espero que esse amor desista logo de mim, pois já desisti dele faz tempo. Eu te amei quando erras-te e me pedis-te desculpas. Eu te amei quando brigas-te comigo porque “no fundo eu dava-te sempre razão”. Eu nunca te disse não, nunca te questionei sobre os teus erros, sobre as tuas mancadas. Eu tentava entender o porque! Talvez, precisasses de atenção. E eu gostava de cuidar de ti, sério. E era tudo o que eu queria mesmo, né? Fala a verdade, nunca quisestes te de verdade estar comigo, né?  Estavas apenas desesperado por uma válvula de escape da tua vida vazia. Desesperado por alguém que te ajudasse a esquecer uma vadia qualquer. Nunca achas-te graça ás minhas piadas. Não estavas cansado de insistir, estavas cansado de fingir. Um dia até os melhores atores dão um passo em falso. E tu vacilas-te quando eu disse que te amava. Caramba, eu fiz de tudo por nós dois, eu insisti sozinha o tempo todo sem nem saber disso. E a minha resposta final foi mais uma mentira. Sabes, foi tudo uma bela perda de tempo, literalmente falando. Não és perfeito. Tens o jeitinho mais maravilhoso do mundo, e quando falavas comigo eu perdia o foco. A cada dia que passava eu pensava: “O que eu fiz pra merecer alguém como ele ao meu lado?” O engraçado é que hoje eu penso a mesma coisa, mas em tom de desgosto. E sabes… Foda-se. Eu não insisti o suficiente, eu não te dei atenção suficiente, eu nunca te fiz feliz. Eu nunca te mereci. Então tudo bem. Então, caramba, eu não presto! E tu cansas-te de insistir. Então foda-se. Continua ai com a tua vida… sei lá, vai viver. Vai ser feliz com alguém melhor do que eu, vai me gozar em alguma esquina. Vai continuar a fingir que eu nunca fiz nada por ti, por nós. Que eu nunca signifiquei nada pra ti. Vai continuar a mentir pra ti mesmo sobre a verdade atrás da tua partida. Mente pra ti mesmo e finge que não sabes que tu vacilas-te por medo de estar apaixonado também. Por medo de acabar tão mal quanto eu. Se tu tivesse tido o mínimo de vergonha na cara, e falado a verdade, estaríamos juntos agora.Mas optas-te por fugir. Então vai lá e aprende que outra não vai te amar como eu, porque eu insisti o tempo inteiro, eu quis-te o tempo inteiro. E agora eu estou ferrada. Absolutamente ferrada. Mas eu vou superar, porque até o mais otário tem amor próprio o suficiente pra isso. O teu ato mesquinho não foi nada, não me afetou a ponto de me derrubar. Porque eu vivi tempo o suficiente por ti, eu vivi o nosso "nós" já por tempo demais. E quando a ressaca passar, eu vou estar bem de novo. E vais estar sozinho. Mesmo que não fisicamente, vais estar sozinho. Com o tempo, eu não vou te esquecer, mas vou passar a lembrar de ti com indiferença. Mas eu vou continuar na tua lembrança, vou continuar na tua vida. Vou continuar em ti. Mas nunca mais do teu lado.
Escutei músicas tristes, assisti a filmes dramáticos, comi 15 brigadeiros, acabei com três caixas de gelado e ganhei alguns quilos a mais. Nada disso adiantou. Nenhuma música entendeu, nenhum texto fez sentido, nenhum conselho foi suficiente. Disseram que eu devia sair e conhecer outras pessoas. Que eu tinha que levantar, lavar o rosto e seguir minha vida. Que ele não merecia as minhas lágrimas. E eu queria que tivesse sido assim fácil. Queria simplesmente ter saído e conhecido outras pessoas. Queria simplesmente ter levantado, lavado o rosto e seguido a minha vida. Queria não ter chorado por quem não merecia. Queria ter esquecido ele assim, como todos dizem que fiz. Mas esquece-o foi bem mais difícil que isso.
Pra esquece-lo, tive que ocupar as 24 horas do meu dia. Tive que parar de escutar as musicas que me faziam lembrar ele. Tive que passar longe de todos os lugares de onde gostávamos mais de estar. Tive que colocar todos os dias uma máscara de maquilhagem  com pó, blush e rímel, junto com um sorriso que ele sabe que é falso. Tive que me trancar na casa-de-banho e chorar quietinha, para ninguém descobrir que a falta dele ainda me doía. Tive que virar o rosto para não ver ele feliz. Tive que frequentar outros lugares, mudar a minha rotina e dar uma balançada na minha vida. Pra esquece-lo, olha só, tive que engolir mil vezes o gosto amargo do nosso fim mal acabado.
Não foi rápido. Eu acordava todo dia com uma sensação de um eterno murro no estômago. Abria os olhos e sentia as pálpebras pesadas pelo choro da noite anterior. Corria para o o telemóvel só para ver se ele tinha voltado, se não se tinha arrependido, se ele ainda me amava. Não amava. E eu achava, a cada manhã, que arrancavam pouquinho a pouquinho um pedaço de mim. Arrancavam sim. Um pedaço doente, maltratado e abandonado que eu havia esquecido por aqui: ele.
Enquanto eu o esquecia, devagarinho, sem nem me dar conta que o fazia, eu conheci outras pessoas. Fui a outros lugares. Li outros livros. Comecei a gostar de outros tipos de música. Enquanto eu o esquecia, sem mais me pesar com a obrigação de o esquecer, lavei sim o rosto, levantei e segui minha vida. Deixei que ele morresse dentro de mim. Enquanto ele sangrava dentro de mim e era recolhido para o necrotério, eu fiz a mesma coisa que ele: fui tentar ser feliz.
Esquece-lo doeu. Não vou mentir, só porque agora ele virou só mais uma parte desse meu passado estúpido  Não vou fingir, nem vou dizer por aí que ele não representou nada. Representou: todo o papel de estúpida que eu nunca mais quero fazer. Esquecer ele foi, sim, bem difícil.
Mas enquanto eu o esquecia, aprendi a maior lição que ele me podia ter me dado.. Amor, amor é muito mais do que isso que ele sentiu. Então, obrigada. 

Ele não merece nem este texto que acabo de começar. Nunca mereceu nem um sequer, mas bom, eu não aguento mais guardar tudo que tenho sentido e vivido nesses últimos dias. Vou resumir a história: ele chegou, me fez feliz, me fez feliz, me fez feliz, me fez feliz, mas acabou me decepcionando quase que pareceu de propósito  Eu não o perdoei, mas segui em frente como se nada tivesse acontecido, pois a falta que ele me fazia era maior que seu erro. Então ele me fez feliz novamente e do nada, me mandou embora. Assim mesmo. Como lixo… Eu perdi o meu chão, o meu céu, quase o meu ar. Não aceitei, corri atrás como um cachorrinho e ele não me quis de volta. Eu provavelmente deveria agradecer a Deus por ter tirado alguém tão frio e calculista como ele da minha vida. Mas não. Eu simplesmente não consigo aceitar tudo o que ele me fez. Não aceito porque quando ele quis me fazer feliz, ele fez. E fez muito! Mas eu fiz mais. Fiz mais do que muito pra gente dar certo. Entreguei-me de corpo, alma, cabeça e coração pra ele. Ele ignorou quando pra ele não fazia mais sentido me ver feliz. Nunca mais eu conseguirei fazer por alguém tudo o que fiz por ele?! Não sei. Talvez nunca mais. Sinto alguma raiva dele. Principalmente, porque ele conseguiu o que ninguém nunca havia conseguido: ele conseguiu que eu me arrependesse de tudo que vivemos desde o dia em que nos conhecemos. E “arrependimento” é um sentimento que eu nunca me permiti sentir, por julgar ser o pior de todos. É assim que me sinto: arrependida. Não muito, eu ainda sinto por ele a mesma afeição que sentia antes. E, diga-se de passagem, ela não é nada pequena, infelizmente. Sinto-me culpada por ainda gostar dele e por pensar nele a todo instante. Sinto-me culpada por sentir essa saudade enorme que existe dentro de mim. Eu já não sei mais o que fazer nem o que dizer.
Para não falar que o meu mundo está do avesso. 

Sim, eu não me canso de olhar para ele. Olha só como ele segura o cigarro, quase deixando ele escorrer entre os seus dedos. Não, eu não concordo com esse vicio que ele têm, mas esse pequeno detalhe arranca-me suspiros porque eu percebo o seu desleixo. Eu não aguento aquele ar de não estou nem ai que ele passa para toda a gente, eu não aguento as camisas maltrapilhas que ele usa. Como se não se importasse, e de facto eu acho que ele não se importa. Repara agora como ele sopra o fumo para o ar, como se quisesse fazer um desenho com ele. Isso lembra-me o dom que ele tem de transformar tudo em arte, como quando ele usava as palavras, ao falar, ao cantar e ao escrever. São coisas tão simples que ele usa, mas ele faz tudo ficar fora do normal colocando essas palavras em ordens e contextos surpreendentes. E agora repara por um segundo em como ele apaga o cigarro e o atira fora com a ponta dos dedos. Eu não sei, mas é como se ele não se importasse para a vida em si, é como se ele só usasse as coisas para tirar o melhor proveito delas e quando conseguia deitava fora o que restasse, só tirava proveito do que havia feito com aquilo. É esse jeito de não estou nem ai, de não ligo para o que vão dizer, de vou usar qualquer roupa, vou fazer qualquer coisa que me cativa nele, é esse jeito de sorrir depois de tudo o que me faz refém dele, e eu não consigo evitar, porque no fundo, no fundo eu gosto, e ele sabe.

    Voltei, porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente se lembra. E já não doí mais. Mas dá saudade. 
Uma saudade que fez os olhos brilharem por alguns instantes e um sorriso escapar de volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer á tona, o que o coração vive tentando deixar para trás. Então eu pego no passado, e transformo em poesia-ou-coisa-assim.
  E no fim, após tantas expectativas, só nos restam rascunhos estúpidos, lembranças que não se apagam, e uma parte tua fragmentada em mim.
Lembro-me de já ter ficado triste por te deixar triste. Lembro-me de me sentir mal por isso. Lembro dos nossos momentos e o quanto fomos egoístas e felizes juntos. Lembro que sou feliz a maior parte do tempo, só pelo simples facto de ainda existires em mim.
Lembro de descobrir que um sentimento não deve ser dito como uma coisa que fica bem num filme ou num texto, ele têm que ser vivido de forma plena. 
   É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe viver. 


Pensar é um acto. Sentir é um facto.


     Não acredito nisto. O meu coração esvaziou-se de todo o desejo e reduziu-se ao próprio ultimo ou primeiro pulsar, e eu nunca me fui dando conta disso..
     Esfrego as mãos uma na outra, para ter coragem, e seguir em frente como se nunca tivesses aparecido no meu caminho e quebrado a ponte.
     Hoje é hoje, o ontem não me interessa, já é passado, já está escrito na folha anterior do meu caderno.E o que tinha escrito até hoje teve um sentido secreto que ultrapassa frases e palavras.
     Pergunto-me se deveria caminhar á frente do tempo e esboçar logo um final. É que tudo é tão confuso dentro de mim, que consigo tornar todas as letras numa outra "grande confusão".
    Eu sou um pouco a escuridão da noite, embora tenho medo dos assobios do vento nas portadas, e dos passos. Eu só temo, as recordações, daqueles sentimentos vadios que correm em nós. E como se todos os momentos e acontecimentos ficassem tatuados no corpo, em marca de fogo que no fim fica em carne viva.
    De uma coisa tenho a certeza, " experimentei quase tudo inclusive a paixão e o meu desespero. E agora só queria ter o que eu tivesse e sido o que não fui. "
     E por mais que me pecam para parar, enquanto eu tiver perguntas e não encontrar as respectivas respostas eu continuarei a escrever.


Sinto o tempo a passar-me por entre os dedos.. E agora percebo o que perdi. 
Tento, acredita que tento dar valor a todos os momentos, sorrisos, olhares, e até lábios unidos ao sabor do vento.. Mas hoje, todas essas lembranças foram com o próprio vento.
Não preciso que me digam que é mentira. Os meus olhos não mentem. 
Várias pessoas dizem para seguir em frente, não olhar para o passado, e sorrir para o futuro .. Mas cada vez que penso no futuro, lembro-me das promessas, dos planos.. que ambos fazíamos. E ai, estraga tudo.
Corpos enrolados em vão, sem compromisso. Palavras sentidas, ditas para o ar. 
Onde está aquele rapaz, por quem eu me apaixonei? 
O meu grande problema, é atirar-me de cabeça numa relação, sem conhecer bem a pessoa. E depois quando cai a mascara? 
As palavras, fogem-me.. Não quero ser agressiva e jamais chamar-te nomes, porque nunca chegaria tão baixo como tu. 
Porra! Sempre tive ao teu lado, desculpei coisas que nem muita gente perdoaria, movi mundos e fundos para estarmos juntos, e com isso sofri consequências. E o que recebo? Um par de cornos. 
Usas, abusas, e deitas fora. Comigo, podes crer que nunca mais, nem te atrevas a dizer-me algo .. Jamais quero olhar para a tua cara, e ter de me lembrar que um dia fui "tua" .
"aprende uma coisa ninguém é perfeito portanto nunca intitules ninguém como tal, são os primeiros a desiludirem-nos" TP ♥




Gosto de ti e não sei dizer porque sim ou porque não. Só gosto de ti.
Gosto, e vou continuar a gostar, mesmo quando já te tiver esquecido.
Vou lembrar-me de ti quando já estiver nos braços de outro que irá dizer que me ama. Vou lembrar-me do teu sorriso, da tua voz, do aconchego dos teus braços. 
Eu já tentei dizer não, ignorar, esquecer, mas é mais forte que eu. E quando eu tento esquecer-te de vez, tu apareces e mostras-me o quanto sou estúpida, e o quanto tu me tens "na tua mão".
Vou continuar a amar-te assim, sem explicação, mesmo sem que tu o saibas.




Mente vazia




Passado algum tempo não consegui lembrar-me de alguns pedaços de ti, como se fizesse parte do castigo recordar-te através de um filtro que com o tempo ficasse cada vez mais turvo. Em certas manhas de domingo quando sonhava contigo, não conseguia imaginar como eram os teus dentes nem a curva exacta do teu maxilar que me cabia na mão.
Costumava imaginar-nos sentados para beber uma bebida num restaurante alegre, frente a frente, cruzando sorrisos e olhares profundos, e no meio desta confusão as nossas mãos as nossas mãos se tocavam devagarinho diante a mesa,que gesto tão carinhoso *.*
Hoje, viro a cara ao teu passar.. para esconder o brilho do meu olhar, e a escassez do meu rosto rebentado de saudades, daqueles momentos tão nossos.
E quando estás perto de mim? O meu andar apressa-se como se fosse a 130 km/h, assim como o bater do meu coração. Que ás vezes até parece que quer vir cá para fora, saindo pela boca.
Já disse aos 8 planetas, e ao planeta anão, a falta que me fazes e a saudade que me trazes.

metamorfose ambulante


De fato, sou uma metamorfose ambulante. Sim, todos os dias surpreendo-me com as mudanças, as minhas mudanças, coisas que nunca me imaginei fazer, falar, pensar. O ontem parece-me tão precário, falta pedaços, que hoje estão preenchidos, assim como me faltam pedaços hoje, que amanhã pode ser que se preencham, ou não. São pessoas, lugares, que antes eram inimagináveis , que fazem parte do que sou, do que penso, do que sinto, do que me tornei. Algumas vezes foi agradável, outras mais feliz, e em outras doeu, muito, mas é isso que compõe o que chamamos de vida, a mistura de momentos e sentimentos num só lugar, ali onde ninguém chega, e que nunca poder ser esquecido.

Mudança

  
Sempre ouvi dizer que a vida é feita de mudanças e que existe uma altura em que percebemos o certo e o errado, o verdadeiro e o falso. Embora que sempre tenha ouvido isso, sempre quis acreditar que comigo isso não iria acontecer, porque seria tudo verdadeiro e certo, como eu sonhava. Mas, enganei-me devido á minha teimosia - acho que foi aí que vi que ser teimosa era um defeito que teria para sempre - e foi por isso que hoje tomei uma atitude. Boa ou má, só quando passar alguns bons tempos é que saberei, mas por agora parece-me ser a mais acertada. Vou-me afastar de certas pessoas, e dar lugar a outras. Vou estar com as pessoas que acho verdadeiras. E nesse mesmo espaço, vou mudar. Vou mudar mais ainda. Vou ser diferente, vou ser melhor para uns e pior para outros, é lógico, porque nunca se pode agradar a todos. Vou preocupar-me em agradar as pessoas que merecem, e não vou querer saber das opiniões de quem nunca quis saber de mim. Não interessa se estou a ser injusta ou estou a cometer o maior erro de sempre, é isto que eu quero. Posso ficar com poucos, mas bons! A quantidade nem sempre diz tudo.
Muitos até podem dar por a minha falta, outros nem por isso, mas eu posso deixar tudo para trás, menos as promessas que fiz e uma das promessas que fiz a toda gente que já passou por a minha vida foi estar sempre "lá", a dar um conselho e a apoiá-la, o melhor que posso. Com isso podem contar comigo, mas mais que isso? Não! Porque quem me conhece o suficiente sabe que sou incapaz de negar ajuda a quem quer que seja.
Estou farta de falsidades, de pessoas que me falam quando bem entendem, de pessoas que estão sempre em cima de mim sem razões, de pessoas que me põem mil defeitos, de pessoas que nunca souberam ter o melhor de mim. A mudança vai ser por causa de todos vocês que me apontaram o dedo, se querem continuar a apontar-me o dedo, força nisso. Eu já não quero saber
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